quinta-feira, 12 de abril de 2018

ESTREBUCHANDO: Vereador Nino Arcanjo (MDB) usa tribuna da Câmara Municipal para derramar as lamúrias de suas derrotas

Se alguém pensa que o Vereador Edson Arcanjo (Nino) do partido (MDB), no seu 6° mandato, usa de suas prerrogativas de parlamentar de oposição para fazer críticas construtivas e propor soluções exequíveis no campo das idéias democráticas para o município de São Gonçalo do Amarante, pode tirar o asno da chuva, pois o que ele sabe mesmo fazer na sala das sessões Senador Luiz de Barros é estrebuchar e fazer pirotecnia barata com suas lamúrias.

O nobre vereador desde que recebeu um NÃO para ingressar no Partido da República (PR), e decidiu ir para o PMDB e sair da base do governo, ainda no período em que Jaime Calado era prefeito de São Gonçalo, vem amargando profundas e intensas derrotas no campo político. Dentre tantas, vele a pena lembrar que o candidato a prefeito pelo PMDB do vereador Nino foi derrotado pelo atual prefeito Paulinho Emídio (PR) em várias regiões do município de São Gonçalo nas eleições de 2016, e até em Poço de Pedra, comunidade essa que é tida como reduto eleitoral de Nino Arcanjo.

Esse foi um dos fatos das eleições de 2016 vexatório para o vereador Nino, que não teve a competência, habilidade e liderança de eleger o candidato a prefeito de sua mesma legenda, ainda mais no seu nicho eleitoral. Outro fato que ocorreu nessa mesma época, foi a diminuição da bancada do PMDB, de 3 para 2 parlamentares, já que o tio do candidato a prefeito de Nino sofreu uma derrota acachapante, que mesmo depois de ocupar cargo no parlamento estadual por duas vezes e ter sido até presidente de federação de futebol no RN, não conseguiu se reeleger e teve pouquinho mais de 800 votos, o que provou literalmente perante a opinião pública e eleitoral, a total desaprovação e desconhecimento da população São-gonçalense sobre a atuação do seu ex-colega de bancada e de partido na Casa de Leis de São Gonçalo.

Não obstante, o filho de “Xi” sofreu no último final de semana mais uma derrota e perda. Desta vez, o candidato que Nino apoiou para  disputar a presidência do Conselho Comunitário de Poço de Pedra, perdeu (Pasmem) por “15" votos, sendo esta a segunda derrota que a zona rural de São Gonçalo impõe ao parlamentar e ao seu grupo de amigos em um intervalo de pouco menos de 1 ano e meio, fazendo-o perder as estribeiras. Na última segunda-feira (9), o vereador Nino de Poço de Pedra usou a tribuna do parlamento municipal para despejar suas lamúrias carregadas de indignação sobre o resultado da eleição do Conselho, fazendo insinuações e se vitimizando.

“O grupo era grande, era muita gente, e eu perdi sozinho, perdi por 15 votos, porque era eu e meu grupo pequeno que estava ao meu lado.”, disse o vereador Nino. Ainda em seu discurso revoltado, o nobre edil se queixou de alguns cabos eleitorais e também dos seus colegas vereadores que apoiaram o candidato eleito “Maguinho”, como Valban Tinoco (PV), Rayure Protásio (PR) e Gerson Bezerra (PRB). Além disso, Nino Arcanjo insinuou que houve compra de votos, tráfico de influência e ameaça para que pessoas com ligação direta com administração municipal votassem em “Maguinho”, dizendo que iria provar tal fato numa próxima sessão ordinária.

A outra perda que Edson Arcanjo (Nino) teve, foi a saída do vereador Pastor Edmilson Gomes do MDB, para se filiar o partido PODEMOS, que é presidido no RN pelo deputado federal Antônio Jácome. Nino disse ao final do seu discurso que “lamentava a saída do Pastor Edmilson do MDB”, e “achava que ele, pelas defesas que fazia e faz do governo de Paulo Emídio, iria para o PR, e não para o PODEMOS”, complementou.

Desta forma, o vereador de Poço de Pedra sente ainda mais de forma contundente o seu enriquecimento político diante dos últimos resultados eleitorais, e também partidário, já que o partido dos Bacuraus conta agora com apenas 1 vereador na Câmara Municipal de São Gonçalo do Amarante, e ainda mais escanteado na oposição.

Alguns observadores da política da Terras dos Santos Mártires do Brasil, comentam que Nino também pode “pular fora” do antigo PMDB, já que ele enfrentará grandes dificuldades caso dispute o pleito de 2020, tendo em vista que a agremiação está reduzindo-se a pó, em virtude do abandono dos dirigentes locais, como também da executiva estadual, e com isso, será quase impossível formar uma nominata diante de tal quadro de debandada do partido de Michel Temer. Caso opte por continuar neste partido, Nino estará pondo um fim na sua trajetória política (que vai de mal a pior) de maneira suicida.

Por Rafael Mello

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