O município de São Gonçalo do
Amarante, quarta maior economia, e ocupa o 4° lugar em contingente eleitoral,
com 101.492 habitantes, ficará mais uma vez sem representação na Assembleia
Legislativa do Rio Grande do Norte.
Mas isso acontece, não por falta
de opção em candidaturas ao cargo de deputado estadual, mas sim por falta de
unidade de algumas parcelas de agentes políticos da terra dos Santos Mártires
do Brasil, que não pensam na coletividade, na necessidade do município em ter
vez e voz no Palácio José Augusto para conseguir recursos e aprovar projetos
para o desenvolvimento da cidade. Essas pequenas parcelas de políticos apenas
pensaram em sua sobrevivência política, apoiando outros candidatos que não tem
nenhum tipo de atividade desempenhada na terra que é berço da cultura popular,
ou se lançando candidatos mesmo sabendo que não lograva de êxito na disputa do
pleito.
Alguns se atrevem a dizer que a falta
de convergência em apoio a um único nome para representar esta cidade na ALRN
foi puramente egocêntrica, divisionista, dentro de um sistema que exerceu
altamente democracia, a benevolência, algo jamais visto e vivenciado na
história política nesses mais de 300 anos de existência de São Gonçalo. Foi
nada mais, nada menos facultado a escolha diante da espera de um exame de consciência
de cada um que representa o povo nas diversas comunidades e bairros existentes
na cidade. Não existia argumento maior e
melhor que os interesses do povo de São Gonçalo do Amarante, da administração pública
municipal, de uma cidade que cresce rapidamente e que para isso necessita de
mais e mais equipamentos e serviços públicos, obras, emendas parlamentares que
ajudem a cidade avançar no ritmo de suas demandas e do crescimento
populacional.
Houve diversas candidaturas nas
eleições de 2018 para deputado estadual no município de São Gonçalo, dentre
estas; a da primeira-dama Terezinha Maia (PR), que de longe era a que reunia as
melhores condições de eleição, como apontavam as diversas pesquisas e e
leituras dos analistas e apoiadores políticos de sua candidatura. Terezinha era
a candidata governista com apoio dos principais líderes políticos da cidade,
prefeito Paulinho Emídio, e do Ex-prefeito Jaime Calado, e obteve 8.193 votos somente
em São Gonçalo, ocupando o primeiro lugar com maioria 32,59% da segunda
colocada que teve 2.670 votos.
Ainda teve na cidade as
candidatura das Ex-secretária municipal de Assuntos Extraordinários, Mada
Cecília Maia (PT), que ficou em 3° lugar com 2.029 votos; a do presidente da câmara
de vereadores de São Gonçalo, Raimundo Mendes (PMB), 4° lugar com 2.017 votos; e
do vice-prefeito Eraldo Paiva (PT) que ficou em 9° lugar com 1.260 votos. Além
destas, tiveram outras candidaturas a deputado que recebeu apoio de vereadores
que compõe a base do governo no paramento municipal, que também ganharam votos
dos São-gonçalenses.
A última vez que São Gonçalo teve
uma na Assembleia foi no período de 2010-2013, quando o então deputado a época
era Poti Cavalcanti Júnior, que hoje é conselheiro e presidente do Tribunal de
Contas do RN, graças aos votos do Partido da República (PR), durante a eleição
para a corte de contas em 2013, momento em que por apenas 1 voto Poti garantiu
a vaga no TCE, e São Gonçalo perdeu de vez a cadeira na ALRN.
Hoje, 01 de fevereiro de 2019, aconteceu
a posse dos novos deputados estadual para a 62ª legislatura, e o município de
São Gonçalo do Amarante estava ausente no plenário Clóvis Motta, e continuará
assim pelos próximos anos, até que se aconteça algo inesperado, ou que o povo
de São Gonçalo consiga eleger o seu representante com o apoio da
maioria da classe política municipal dentro de uma unidade pela cidade.
A leitura que se faz diante dos
fatos acontecidos e narrados sobre o pleito eleitoral de 2018 na cidade da
Romanceira Dona Militana, é de que quem perdeu não foi Terezinha ou os demais
candidatos, mas quem perdeu de fato foi a cidade de São Gonçalo do Amarante por
não ter um (a) deputado (a) eleito pelo voto direto do seu povo, por consequência
dos diversos atos expostos. O povo São-gonçalense quis e elegeu Terezinha Maia
no município onde seu esposo é prefeito e bem avaliado, mas não foi suficiente chancelar
sua eleição com o sistema político dividido pela falta de compreensão de parte
dos componentes grupo político desta cidade.
Mesmo diante de todos os
acontecimentos, Terezinha demostra gratidão aos cidadãos de São Gonçalo pela
confiança depositada. Em nenhum momento se afastou e nem se afastará desta
cidade, pois ela continuará trabalhado e lutando a cada dia ao lado do seu esposo
Paulinho Emídio pelos avanços e conquistas nesta terra.
É importante que a
população faça uma grande reflexão sobre a política local, pois ela, mesmo que
se negue, é fundamental nos destinos do município, garantindo a
representatividade democrática nos poderes legislativos e executivo, através de
pessoas com pensamento e comprometimento para o povo que o elegem, e não por
projetos de interesse pessoal, tacanho, mesquinho; tentando prejudicar todo um
grupo de trabalho construído, em detrimento de criaturas que querem plantar
rupturas para enfraquecer as pessoas que amam de fato São Gonçalo do Amarante e
a escolheram para servi-la.
Por Rafael Mello
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