sexta-feira, 1 de fevereiro de 2019

EDITORIAL: São Gonçalo do Amarante mais uma vez ficará por 4 anos sem representatividade na Assembleia Legislativa do RN


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O município de São Gonçalo do Amarante, quarta maior economia, e ocupa o 4° lugar em contingente eleitoral, com 101.492 habitantes, ficará mais uma vez sem representação na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte.

Mas isso acontece, não por falta de opção em candidaturas ao cargo de deputado estadual, mas sim por falta de unidade de algumas parcelas de agentes políticos da terra dos Santos Mártires do Brasil, que não pensam na coletividade, na necessidade do município em ter vez e voz no Palácio José Augusto para conseguir recursos e aprovar projetos para o desenvolvimento da cidade. Essas pequenas parcelas de políticos apenas pensaram em sua sobrevivência política, apoiando outros candidatos que não tem nenhum tipo de atividade desempenhada na terra que é berço da cultura popular, ou se lançando candidatos mesmo sabendo que não lograva de êxito na disputa do pleito.

Alguns se atrevem a dizer que a falta de convergência em apoio a um único nome para representar esta cidade na ALRN foi puramente egocêntrica, divisionista, dentro de um sistema que exerceu altamente democracia, a benevolência, algo jamais visto e vivenciado na história política nesses mais de 300 anos de existência de São Gonçalo. Foi nada mais, nada menos facultado a escolha diante da espera de um exame de consciência de cada um que representa o povo nas diversas comunidades e bairros existentes na cidade. Não existia argumento maior e melhor que os interesses do povo de São Gonçalo do Amarante, da administração pública municipal, de uma cidade que cresce rapidamente e que para isso necessita de mais e mais equipamentos e serviços públicos, obras, emendas parlamentares que ajudem a cidade avançar no ritmo de suas demandas e do crescimento populacional.

Houve diversas candidaturas nas eleições de 2018 para deputado estadual no município de São Gonçalo, dentre estas; a da primeira-dama Terezinha Maia (PR), que de longe era a que reunia as melhores condições de eleição, como apontavam as diversas pesquisas e e leituras dos analistas e apoiadores políticos de sua candidatura. Terezinha era a candidata governista com apoio dos principais líderes políticos da cidade, prefeito Paulinho Emídio, e do Ex-prefeito Jaime Calado, e obteve 8.193 votos somente em São Gonçalo, ocupando o primeiro lugar com maioria 32,59% da segunda colocada que teve 2.670 votos.

Ainda teve na cidade as candidatura das Ex-secretária municipal de Assuntos Extraordinários, Mada Cecília Maia (PT), que ficou em 3° lugar com 2.029 votos; a do presidente da câmara de vereadores de São Gonçalo, Raimundo Mendes (PMB), 4° lugar com 2.017 votos; e do vice-prefeito Eraldo Paiva (PT) que ficou em 9° lugar com 1.260 votos. Além destas, tiveram outras candidaturas a deputado que recebeu apoio de vereadores que compõe a base do governo no paramento municipal, que também ganharam votos dos São-gonçalenses.

A última vez que São Gonçalo teve uma na Assembleia foi no período de 2010-2013, quando o então deputado a época era Poti Cavalcanti Júnior, que hoje é conselheiro e presidente do Tribunal de Contas do RN, graças aos votos do Partido da República (PR), durante a eleição para a corte de contas em 2013, momento em que por apenas 1 voto Poti garantiu a vaga no TCE, e São Gonçalo perdeu de vez a cadeira na ALRN.

Hoje, 01 de fevereiro de 2019, aconteceu a posse dos novos deputados estadual para a 62ª legislatura, e o município de São Gonçalo do Amarante estava ausente no plenário Clóvis Motta, e continuará assim pelos próximos anos, até que se aconteça algo inesperado, ou que o povo de São Gonçalo consiga eleger o seu representante com o apoio da maioria da classe política municipal dentro de uma unidade pela cidade.

A leitura que se faz diante dos fatos acontecidos e narrados sobre o pleito eleitoral de 2018 na cidade da Romanceira Dona Militana, é de que quem perdeu não foi Terezinha ou os demais candidatos, mas quem perdeu de fato foi a cidade de São Gonçalo do Amarante por não ter um (a) deputado (a) eleito pelo voto direto do seu povo, por consequência dos diversos atos expostos. O povo São-gonçalense quis e elegeu Terezinha Maia no município onde seu esposo é prefeito e bem avaliado, mas não foi suficiente chancelar sua eleição com o sistema político dividido pela falta de compreensão de parte dos componentes grupo político desta cidade.

Mesmo diante de todos os acontecimentos, Terezinha demostra gratidão aos cidadãos de São Gonçalo pela confiança depositada. Em nenhum momento se afastou e nem se afastará desta cidade, pois ela continuará trabalhado e lutando a cada dia ao lado do seu esposo Paulinho Emídio pelos avanços e conquistas nesta terra. 

É importante que a população faça uma grande reflexão sobre a política local, pois ela, mesmo que se negue, é fundamental nos destinos do município, garantindo a representatividade democrática nos poderes legislativos e executivo, através de pessoas com pensamento e comprometimento para o povo que o elegem, e não por projetos de interesse pessoal, tacanho, mesquinho; tentando prejudicar todo um grupo de trabalho construído, em detrimento de criaturas que querem plantar rupturas para enfraquecer as pessoas que amam de fato São Gonçalo do Amarante e a escolheram para servi-la.

Por Rafael Mello

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