Oriundo de umas das famílias
que passaram mais de 10 anos no poder na cidade de São Gonçalo do Amarante, Poti
Cavalcanti Neto (Poti Neto) reaparece na cidade através das redes sociais
trazendo consigo duas amargas derrotas e ainda a mancha da traição aos amigos e
a seu discurso que foi eliminado por ele nas eleições de 2018 quando importou
ou tirou do ‘bolso do colete’ uma candidata a deputada estadual – forasteira - lá
da cidade de Extremoz; a terra do grude que não deu ‘liga’ para o menino e sua
candidata.
Recordando as eleições de
2016, quando Poti Neto candidatou-se a prefeito da cidade de São Gonçalo, recebeu
o apoio de dois deputados estaduais, que foram; Ricardo Motta (PSB) e Gustavo
Fernandes (MDB). Mas o menino “traquino” não retribuiu no pleito eleitoral de
2018 o apoio aos nobres deputados que também não se reelegeram e não esperavam
tamanha falta de reciprocidade política. Outro episódio que mostra a falta de
gratidão de Neto, é o simples fato dele ter sido nomeado na prefeitura de Natal
e não ter apoiado o também candidato a deputado estadual Adjuto Dias (MDB),
filho do prefeito de Natal, Álvaro Dias.
Existe ainda a falta de
apoio de Poti Neto aos amigos e correligionários de São Gonçalo que o apoiaram
no pleito municipal de 2016, como o caso do também candidato a deputado
estadual Jadismar Lima (SD) que além de não contar com o apoio do
ex-vice-prefeito, ainda teve que trabalhar contra o assédio político de Poti junto
aos seus apoiadores, algo que desapontou e irritou Lima.
Ao analisarmos esses
fatos contidos na trajetória política de Poti Neto, é possível identificar que
este rapaz não tem o hábito de “corresponder a confiança nele depositada” como
o mesmo gosta de mencionar. O comportamento do primo do ex-prefeito Jarbas
Cavalcanti durante as eleições do ano passado acabou com o discurso que ele
vociferava ao chamar seus adversários de “forasteiros”, quando trouxe a
primeira-dama de Extremoz para São Gonçalo sem a mínima justificativa; e ainda
mais dando provas de sua total incoerência em troca de apoio político, que não
deu certo e trouxeram grandes prejuízos para o menino, visto que dificilmente
serão apagados de seu ‘boletim político’.
Acumulando derrotas nos
pleitos eleitorais e abandonando aqueles que estiveram ao seu lado nos embates
políticos, Poti Neto viu sua base de apoio entrar em completo definhamento, já
que várias lideranças políticas, vereadores e suplentes da eleição de 2016 e
2018 que estavam com ele, procuraram um novo rumo e estão hoje no grupo do
prefeito Paulinho Emídio e do secretário de estado Jaime Calado.
Vendo a sua pouca
densidade eleitoral entrando em total depreciação por consequência de seus atos
irresponsáveis e ingratos, cínicamente Poti Cavalcanti Neto vai para as redes
sociais em ato de desespero e de maneira apelativa, implora para que os grupos
de “oposição” se unam em torno de “um nome” que os represente nas próximas eleições
de 2020 mesmo que “não seja ele”. Dar para acreditar? Essa tática é bastante
manjada pela população e por quem faz política em São Gonçalo em muitos já
caíram nesse conto e tiveram grandes dissabores.
Não precisa ser nenhum
grande analista para ver que esse “mote” não deu certo. Alias, só reforçou a tônica
de que Poti Neto não tem a mínima capacidade de representar qualquer grupo
opositor, pois além de já ter sido governo ao ocupar o único cargo eletivo de
toda a sua vida pública por 4 anos, o de vice-prefeito de São Gonçalo, ele não
soube consolidar seu nome e nem sustentar qualquer tipo de compromisso com a
população São-gonçalense e nem com os seus amigos e correligionários que foram
desprezados e traídos por causa de interesses político-pessoais.
Portanto, uma criatura
dessas que demonstra incoerência em seu discurso, deslealdade com seus amigos e
correligionários chagando a abandonar trai-los; pode vir a público através das
redes sociais implorar união em torno dos seus interesses?
Quem trai a confiança dos
seus amigos e eleitores, não tem um pingo de respaldo popular e político para
governar uma cidade como São Gonçalo do Amarante...
Por Rafael Mello

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