domingo, 12 de julho de 2020

Depois quase 4 anos de sumiço, sobrinho do presidente do TCE/RN reaparece em São Gonçalo mais uma vez como pré-candidato a prefeito


Após um longo tempo longe da cidade de São Gonçalo do Amarante, em total distanciamento social, Poti Cavalcanti Neto reaparece no município mais uma vez como pré-candidato a prefeito depois de mais de 40 meses de sumiço.

O sobrinho de Poti Júnior, que é presidente do Tribunal de Contas do RN, quebrou esse distanciamento da cidade e do povo em plena pandemia mundial do Coronavírus, algo bizarro e contrário a todas as recomendações das autoridades de saúde pública, pois a orientação é não ter contato pessoal, não fazer visitas domiciliares, não aglomerar e praticar a higienização das mãos e também utilizar máscara facial para proteger-se do Covid-19. Mas só agora, em período pré-eleitoral, ele decidiu não praticar o 'fique em casa', e saiu do conforto do seu apartamento em Natal.

Além de infringir algumas dessas recomendações de saúde e convívio social, o natalense Poti Neto reapareceu em São Gonçalo menor do que quando sumiu, pois nas eleições de 2016 ele foi derrotado nas urnas pela grande maioria do povo São-gonçalense que disse não a sua falta de experiência na gestão pública e optou por não retroceder ao período em que sua família transformou a cidade num caos administrativo.

Muitos dos vereadores que foram eleitos na coligação de Neto, estão hoje na base aliada do prefeito Paulinho Emídio, assim como os suplentes, ex-vereadores e lideranças políticas da cidade que optaram por fazer parte do grupo político-administrativo de Jaime Calado e Paulinho Emídio que vem transformando o município de São Gonçalo do Amarante em um lugar cada vez melhor para se viver, trabalhar, estudar e investir.

Poti Cavalcanti Neto ainda coleciona outras perdas, em que duas delas ocorreram no ano de 2018, quando jogou no esgoto o seu "discurso" crítico a pessoas "de fora" - que eram taxadas de "forasteiros" por ele e seus aliados durante o processo eleitoral em 2016 - quando importou da cidade de Extremoz uma candidata a deputada estadual para receber votos dos São-gonçalenses, e assim como ele e seus familiares, ir embora.

Mas o primo do ex-prefeito Jarbas Cavalcanti não contava com a sabedoria do povo Gonçalense, que além identificar seu oportunismo eleitoreiro ao criticar pessoas de outras cidades, deu-lhe uma derrota maiúscula, pois nenhum de seus candidatos a deputado estadual, deputado federal, senador e governador conseguiram uma quantidade de votos signifitiva do eleitorado de São Gonçalo e perderam feio. 

Para se ter uma ideia da inexpressividade de Poti Cavalcanti Neto, o deputado federal Walter Alves, presidente estadual do MDB, e filho do senador e ex-governador Garibaldi Alves Filho, teve apenas 508 votos (recebeu 2,3% dos votos de Poti Neto da eleição de 2016) em São Gonçalo, enquanto um desconhecido morador da cidade que também foi candidato deputado federal, sem apoio de ninguém, teve 540 votos no município. Uma vergonha total!

A falta de competência, experiência e habilidade política do "menino do lixo" - apelido colocado em Poti Neto pela população da cidade após uma vexatória entrevista a uma emissora de TV do RN durante a eleição de 2016 - acentuou ainda mais suas perdas. No dia do aniversário do cacique político de sua família (17 de março de 2020), Poti Cavalcanti Neto ficou sem o comando da legenda do PMDB, hoje MDB, em São Gonçalo do Amarante. Um baque imenso para o Clã Cavalcanti e seus aliados que se intitulavam de Bacuraus. Foi o fim da lambada!

Atordoado, gaguejando e trêmulo, o afilhado político de Henrique Alves usou as redes sociais para justificar a "tirada do 15" de suas mãos. Não teve outra saída a não ser conter seu chororô, e botar o dedo polegar na boca, pois o mingau que ele gostava virou quarenta. 

Ao trocar seu pijama verde abacate pelo amarelo piqui, Poti Cavalcanti Neto, decidiu largar seu cargo em comissão na prefeitura de Natal, e colocou um fim em seu desaparecimento de São Gonçalo. Desafiando o Covid-19, voltou a frequentar a cidade que sua família teve o domínio político por várias décadas, e anunciou no décimo dia do mês de julho de 2020, sua pré-candidatura a prefeito de São Gonçalo pelas redes sociais falando através de um vídeo as mesmas coisas de 4 anos atrás, quando o mesmo escafedeu-se após a derrota. De novo mesmo, só as imagens de um Drone, que até isso, não foi feito por pessoas que moram em São Gonçalo, coisa que ele diz defender.

Com certeza, Poti Cavalcanti Neto vai ter que justificar o porque que sumiu daqui mostrando o que todos nós sabíamos e dizíamos que era a sua falta de ligação cultural, social, emocional e habitacional com São Gonçalo. Ele terá que dizer ainda, porque em 2018 deixou de apoiar "pessoas da terra", e trouxe de Extremoz e da zona sul de Natal, "candidatos forasteiros" que ele outrora tanto criticou.

Diante do encolhimento do seu grupo político, sumiço quase que quadrienal, quebra de discurso, e sem o MDB, Poti Cavalcanti Neto mais uma vez poderá ver seu desejo político-familiar de ser prefeito de São Gonçalo ir parar "numa montanha de lixo" ao invés do Centro Administrativo da cidade. O povo manifestará nas urnas o destino do menino que não tem passado e nem presente no município e é incapaz de escrever o futuro de nossa terra que não é do índio Poty, mas sim dos Santos Mártires de Uruaçú, da romanceira Dona Militana, e do Galo Branco que é símbolo do folclore do RN.

Por Rafael Mello

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